quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Racismo.

Pensamos que o racismo está cada vez mais longe, naqueles que eram os tempos de guerra, em que os negros eram os pobres, os criados, os que apanham o lixo do chão.

A verdade é que esses tempos ainda não estão tão longe assim. O que me alertou para isto foi uma série televisiva mas, se pensarmos nas escolas dos nossos irmãos, filhos, sobrinhos ou amigos, concluímos que nos deparamos com isto todos os dias.

Todos somos seres humanos. E essa é a máxima que devia imperar num ambiente onde é suposto ensinar-se os pressupostos em que acreditaremos na vida. Os direitos, os deveres, o que comemos, o que fazemos, o que aprendemos... É tudo o mesmo. Claro que somos influenciados pelo que trazemos de casa, pela herança da família e do local onde nascemos mas nada, nada mesmo é suficientemente importante para uma atitude de racismo. 

E nas escolas, acham que isto ainda acontece? Penso que sim, mas a tolerância é menor. Até ao momento em que deve ser nenhuma! Não existe qualquer justificação que seja aceitável para as crianças tratarem mal o menino ou menina que está ao seu lado, com base na cor da pele. Sempre tentei passar estes valores às crianças que tive comigo, exemplificando por vezes: 

"Se até no verão a nossa pele fica mais escura e no inverno mais clarinha, porque tens de achar que a cor da pele do menino diz alguma coisa sobre ele? Não continuas a ser a mesma pessoa mesmo quando a cor da tua pele escurece?"

Este é um exemplo rudimentar, simplificado e acriançado. Mas... Não será mesmo isto?
Não é na diferença baseada na igualdade que somos todos mais felizes?!

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